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"The shareef don't like it” Pesépois + Bandas da cena alternativa Iraniana!

postado em 21/01/2010 12:22 por tio@guerrilhagig.com   [ 21/01/2010 12:45 atualizado‎(s)‎ ]



Marjane Satrapi é uma guadrinista  de histórias infantis , nascida no Iran em 1969. O primeiro volume de Persépolis foi publicado em 2000 , o quarto e ultimo volume foi publicado em 2004 . Em 2001 Marjane publica “Sagesses et malices de la Perse” e” Les monstres n'aiment pas la lune” (ambos em Francês ) , 2002” Adjar” , “Broderies” em 2003 ,” Broderies” e “Le Soupir” em 2004 , “Embroideries” em 2005( Em Inglês) , “Chicken with Plums” e “Monsters Are Afraid of the Moon” em 2006 (ambos em Inglês) .

Em 2007 é lançado a versão animada do Livro Persépolis , a animação foi dirigida pela própria Marjane em conjunto com o artista Vicente Parannaud. O filme recebeu indicação ao Oscar na categoria “ Melhor Filme Estrangeiro” e "Melhor animação". 

 Em 2009 Marjane desenha a capa do álbum “Préliminaires” do roqueiro Iggy Pop , eles já se conheciam desde 2007  pois  Iggy Pop havia dublado o personagem Anuch da animação Persépolis .

 Persépolis, como alguns pensam, não é apenas uma auto biografia  da autora, o livro é bem mais que isso , ele procura esclarecer a forma de vida que o povo iraniano possui, quebrando desta forma aquela visão muitas vezes preconceituosa que as pessoas do ocidente possuem.

Logo no inicio da história a família de Marjane é apresentada , nota-se que seus pais são pessoas muito intelectualizadas diferente de boa parte da população Iraniana que é analfabeta. Eles também estão constantemente envolvidos em passeatas e manifestações contra a política repressiva e opressiva existente na época, isto acaba por influenciar  a jovem Marjane que mesmo sendo um pequena criança possui o desejo de participar das manifestações .


Ainda criança Marjane presencia a Revolução Islâmica e sem entender muito bom o porque passa a ser obrigada a fazer uso do Véu .

No inicio da década de oitenta com o ferrenho sistema repressivo  Islâmico e o começo da guerra com o Iraque , vários iranianos se mudam para países europeus. Marjane presencia alguns amigos e conhecidos que também fugindo da guerra e do regime islâmico vão morar em outros países , não demoraria muito para que Marjane também fosse para o exterior.

É na fase de pré adolescência de Marjane que seus pais assimilam que se ela continuasse no Iran poderia correr sérios riscos, já que seu comportamento não se enquadrava  nos parâmetros impostos pela sociedade . Neste período Marjane passa a ter constantes problemas na escola pois ela manifestava seu ponto de vista que na maioria das vezes não condizia com os ideais do professor . Ainda jovem Marjane muda-se para Viena pois seus pais achavam que lá ela teria maior segurança ,estaria longe da guerra e da repressão .

Durante o período que Marjane passou em Viena ela desfrutou de  diversas experiências , umas boas outras ruins como : drogas , sexo, experiências amorosas, o fato de ser imigrante , amigos diferentes ... Como ainda era muito nova Marjane não se adaptou muito bem ao fato de morar sozinha ,alguns anos depois Marjane volta para o Iran . Quando chega ao Iran Marjane se depara com um pais “triste” abalado pela guerra , ela se sente culpada pelo seu “fracasso” em Viena . 

Não demora muito Marjane é aprovada na Faculdade de Arte de Tehran, logo depois se casa com seu namorado Reza porem seu casamento não dura muito tempo. Após pedir o divórcio Marjane muda-se para França , pois lá ela teria maior liberdade em desenvolver  seus projetor artísticos e já não era mais criança como na época que foi para Viena . Depois que Marjane mudou-se para França ela nunca voltou a morar no Iran. 

Após esse breve resumo da obra pensei  em abordar fatos presentes no livro relacionado ao rock e depois citar duas bandas Iranianas que conheço , falar das dificuldades que essas bandas encontram pois o regime Islão não admite determinados tipos de musica .

Uma das partes do Livro que me chamou a atenção é o trecho em que  Marjane vai a rua comprar uma fita K7 da Kim Wilde. Ela passa entre vários homens vestidos com um casaco preto e conforme ela vai passando   eles vão exclamando em voz baixa nomes de algumas bandas como : Abba, Bee Gess, Yazoo, Pink Floyd . Vale lembrar que neste período o aiatollah Khomeini , uns dos lideres da Revolução Islâmica, havia proibido a comercialização e a execução de musicas que pertenciam a vertente do Rock , então o rock passou a ser proibido no Iran! “Reza a Lenda” que a musica “Rock the Casbah” da banda The Clash  foi feita especialmente para Khomeini , tirando um sarro do aiatollah . Outro trecho do livro que também vale a pena comentar é a parte em que os pais de Marjane viajam para Europa e trazem um pôster do Iron Maiden escondido no terno ,todo esse cuidado  pois os pôsters não poderiam ser vistos pelos sensores islâmicos .  Com a popularização da TV a Cabo  no Iran varias outras bandas passaram a ser conhecidas pela juventude Iraniana , canais  de Vídeo Clips como a MTV eram muito vistos pelos jovens iranianos .


Marjane só foi ter uma relação mais intensa com o rock no período que morou em Viena , ela possuía uma amigo punk chamado Momo que a levava nos shows Hard Core , Metal Core de Viena, isto foi uma experiência que provavelmente ela não teria no Iran .


Devido a uma maior abertura cultural ocorrida nos anos noventa no Iran algumas bandas alternativas foram aparecendo, a maioria delas por falta de apoio e devido a censura permanecem no underground, pois seus álbuns são censurado e não podem ser comercializados no pai. Por este motivo a maioria destas bandas acabam recorrendo para selos europeus , americanos.  Entre assas bandas podemos citar duas, a banda 127 e a recém formada THE YELLOWDOGS.

Vídeo do YouTube

 


The Yellowdogs- Banda formada em meados do ano de 2007 na cidade de Theran. Boa  parte das musicas da banda são compostas em Inglês , a sonoridade da banda se assemelha  um pouco com a sonoridade das bandas   The  Strocks, Interpol , Arctic Monkeys,  que também são as principais influencias da banda .  Como boa parte das bandas Iranianas os The Yellowdogs também enfrentam  as dificuldades impostas pelo regime Islâmico , como a própria banda diz : “É muito difícil ter uma banda de rock em um país islâmico, onde as pessoas que fazem musica ( músicos) são culpados”.

 Bom ai vai uma indicação de Livro e de banda para galera que se interessar , e mesmo sabendo que “The shareef don't like it”, as bandas e os artistas do Iran continuam lutando contra esse regime que tenta sufocá-los.  


Blu + David Ellis COMBO

postado em 19/01/2010 11:24 por Carlos Gomes   [ 19/01/2010 11:28 atualizado‎(s)‎ ]



O BLU já passou por aqui, com o curta MUTO, e pra quem viu e curtiu, vale a pena conferir este video (e o loop!) feito em parceria com David Ellis. Derreta-se.

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